domingo, 11 de dezembro de 2011

Capítulo 6 – Vira-lata


Quando acordei no dia seguinte e abri meus olhos, meu pai estava parado na beirada da minha cama me encarando, parecia preocupado com alguma coisa... Provavelmente eu não gostaria de saber o que o estava incomodando, mas que escolha eu tinha?

_Pai? O que houve?_ eu me sentei.
_Eu quero te pedir um favor_ ele disse sério.
_Favor?
_É sobre um trabalho que eu fiquei de fazer.
_Eu não to entendendo, o que foi?
_Eu quero a sua ajuda_ ele falou.
_Tudo bem eu...
_É que tem um porém_ ele me interrompeu_ é um trabalho em conjunto com os lobisomens.
_Sabia que tinha alguma coisa, vocês parecem que querem me empurrar pra cima daquele vira-lata.
_Olha eu sinto muito por isso, mas você é a pessoa mais indicada pra me ajudar. E eu preciso que você me acompanhe até a casa deles, anda se arruma.
_Como é? Ir a casa deles? Agora? O senhor enlouque...
_Eu já disse que sinto muito, mas é necessário pra missão, por favor?
_Por favor? E como eu fico? O senhor sabe como eu me sinto e...
_Olha filha, isso não é um pedido, é uma ordem_ ele se alterou_ vá se vestir, eu e o Nick estamos te esperando lá fora.

Ele desapareceu pela porta antes que eu pudesse argumentar, parecia que alguma coisa queria me jogar em cima dele, como se quisessem que eu enlouquecesse de vez e o matasse. Mas eu não o faria. Eu coloquei um colete vermelho, fechado, sem blusa por baixo, uma saia preta de pregas, minhas botas e minhas luvas, uma rápida arrumada no cabelo e fui me encontrar com eles.

_Estou pronta_ eu informei.
_Filha eu...
_Vamos logo, quero acabar logo com isso.



Eu sabia que ele não queria o meu mal, que se preocupava comigo, mais era difícil pra mim lidar com isso, no fundo eu queria vê-lo outra vez, mais eu não queria sentir a dor, a queimação insuportável. Nós corremos pela floresta e poucos minutos estávamos lá. Era a primeira vez que eu ia à casa dos vira-latas, eles sempre iam até nossa casa pra tratar dos negócios.

_Espere aqui até que eu mande lhe chamar_ meu pai pediu.
_Ok_ foi só o que eu disse.

Ele e o Nick seguiram um dos lobisomens até o escritório do Paul. Tinha lobisomens por todo o lado, a maioria transformados, apenas três estavam em sua forma humana, eles estavam em uma grande arena, lutando ou brincando eu não sei bem... Mas eu reconheci o lobo no meio da briga... Seu pelo marrom escuro e seus olhos negros, não deveria ser tão familiar. Lobisomens, eles são completamente diferentes do que as pessoas imaginam. Metade homem, metade lobo... Não é bem assim que funciona, eles são muito mais intrigantes... Interessantes. Ele era mais interessante do que deveria, isso me incomodava, porque justo ele? Seus olhos negros me fitaram e então ele saiu correndo na direção contrária. Uma garota se aproximou de mim...

_O que você faz aqui em sanguessuga?_ ela me olhou de cima abaixo.
_Não é da sua conta_ eu respondi sem olhar pra ela.
_Você se acha o máximo né o nojentinha?_ ela provocou.
_Porque você não vai encher o saco de outro?

Eu a encarei e ela recuou um passo atrás automaticamente ao olhar nos meus olhos. Então o Joe apareceu atrás dela, na sua forma humana. Cabelos despenteados, descalço e sem camisa, eu sorri involuntariamente ao vê-lo.



_O que trás você aqui? Anda me perseguindo é?_ ele brincou.
_Eu tenho mais o que fazer vira-lata.
_Então o que faz aqui?
_Trabalho, porque mais eu viria pro canil?
_Au, essa doeu_ ele fez biquinho.
_Eu sinto muito se ofendi_ eu sorri ironicamente.
_Não se preocupe, o meu ego é bem saudável.
_Por que você não manda essa sanguessuga embora? Ela esta empestando o lugar_ a garota disse.
_Vanessa, você ta querendo arrumar confusão né?_ ele reclamou.
_Aposto que eu acabo com essa pose dela rapidinho, não dura nada em uma luta comigo_ ela riu.
_É isso que você acha?_ eu perguntei_ você é muito irritante e convencida, isso pode atrapalhar sua concentração em uma luta.
_Ainda é metida a sabichona_ ela fez careta.
_Não se preocupe, eu não perderia tempo lutando com você, seria fácil demais.
_Olha aqui o sua...
_Da pra parar Vanessa?_ ele gritou com ela_ Vai dar uma volta.

Ela me lançou um olhar assassino e então o lobisomem que acompanhou meu pai e o Nick apareceu.

_O Paul quer ver vocês na sala dele agora_ ele informou.
_Já estamos indo_ o Joe disse.

Então nós fomos até o escritório dele, meu pai, o Nick, Paul e mais um lobisomem esperavam por nós.



Narrado pelo Joe

Nós entramos na sala, todos a nossa espera, Marcus foi o primeiro a falar.

_Bom, Gordon Walker nos contratou pra ajudá-lo a recuperar uma coisa que roubaram dele.
_Como é?_ eu perguntei.
_O sócio dele em um negócio, tinha acesso a casa dele e roubou uma coisa valiosa tanto financeira como emocionalmente, e o Gordon quer de volta.
_Nós vamos ter que roubar?_ ela perguntou parecendo indignada.
_Não Demi, ele só quer cobertura, ele mesmo vai fazer o trabalho de pegar o que é dele.

Demi. Foi a primeira vez que ouvi o nome dela.

_Quando?_ ela perguntou.
_Hoje a noite_ meu pai respondeu.
_Hoje? Tão rápido?_ eu me espantei.
_É simples, eles tem dois seguranças nos fundos, dois na frente e três na área lateral do prédio_ ele explicou.
_Nós só temos que distraí-los enquanto o Gordon entra e pega o que ele quer_ Marcus continuou.
_Não seria mais simples se um de nós pegasse?_ ela questionou meio irritada.
_É assim que ele quer, e como ele está pagando é assim que vai ser_ meu pai disse.
_Então ta né_ eu concordei.
_Filha, eu quero te pedir um favor_ Marcus a olhou com uma expressão séria em seu rosto.
_O que é?
_Eu sei que você não gosta disso mais seria de grande ajuda se você usasse suas habilidades especiais nessa missão, ia facilitar o trabalho e...
_Era só o que me faltava_ ela o interrompeu_ O senhor sabe como eu odeio ter que...
_Eu sei, mais é importante_ ele insistiu.

Eu não entendi bem sobre o que eles estavam falando. Habilidades? Por que ela ficou irritada?

_Nós também vamos precisar de disfarces_ Nick disse quando o silencio tomou conta do lugar.
_Disfarces?_ era só o que faltava, esse trabalho tava começando a dar trabalho.
_Você não pode aparecer lá vestido assim_ ele fez um gasto com a mão apontando pra mim.
_Ele tem razão_ o Kevin concordou_ não vamos enganar ninguém assim.
_Fazer o que, vamos nessa_ eu ergui os ombros.



Nós acertamos os detalhes e combinamos o lugar onde nos encontraríamos. Ela continuou séria e meio irritada durante todo o tempo, eu não entendia por que. Então, eles foram embora e eu fiquei sozinho com meu pai.

_Pai?
_Sim.
_De que habilidades eles estavam falando?_ eu perguntei sem conseguir segurar minha curiosidade.
_Você ficou curioso né?
_Um pouco, eu não entendi porque ela ficou zangada.
_Lembra que eu te disse que ela era diferente dos outros?
_Lembro, o que tem haver?
_Eu não estava me referindo só a personalidade dela, e a seu autocontrole, ou seus olhos sinistros. Ela é diferente em outras coisas também_ ele explicou.
_O senhor vai ficar enrolando ou vai falar que habilidades são essas?_ eu perguntei impaciente.
_Tudo bem, é que ela pode fazer algumas coisas incomuns, eu não havia percebido até um dia em que fizemos um trabalho juntos... Eu fiquei curioso ao vê-la fazendo uma coisa estranha, então eu perguntei ao Marcus e ele me contou.
Eu esperei pacientemente pelo resto.
_Ela pode ler os pensamentos das pessoas_ ele disse.
_Como é? Ela pode ler os nossos pensamentos? Quer dizer que...
_Calma, ela pode mais não gosta de fazer, só faz quando é extramente necessário.
_Por quê?
_Porque ela não gosta de ser diferente_ ele disse simplesmente.
_Diferente?
_Isso não é comum filho, ela é a única vampira que pode fazer essas coisas.
_Nossa_ foi só o que consegui dizer.
_Mas não é só isso, ela pode fazer outras coisas também_ ele sorriu.

E ela não parava de me surpreender, o que mais ela poderia fazer?



_Que coisas?
_Bom, ela pode ver o futuro, quer dizer... Ela tem algumas visões, uma vez ou outra, acho que ela não pode controlar, só acontece sabe?
_Uau, quer dizer que ela vê o futuro?
_É, parece que ela não errou nenhuma vez até hoje. E tem mais_ ele informou.
_Mais?
_Tem uma habilidade dela que é... Bem... Irritante eu devo dizer.
_Como assim?_ eu perguntei ainda mais interessado.
_Ela pode controlar sua mente, fazer você acreditar no que ela quizer, e fazer você ter visões.
_Visões? Eu não entendi...
_É que... Você pode estar no paraíso, mas se ela quizer, ela pode fazer você pensar que esta no inferno.
_Desculpa, eu não entendi.
_Imagine que você esta no seu quarto, relaxando. Basta um olhar e você vai pensar que esta no meio da selva, ela pode fazer os seus piores pesadelos virarem realidade. Ela já fez isso comigo uma vez, não é nada agradável eu garanto.
_E o que ela fez o senhor ver?
_Isso não importa agora, eu quero esquecer isso. Mas se você quer um conselho, não a deixe zangada, não é uma boa idéia.

Enquanto nós andávamos pela cidade em busca de uma roupa mais adequada pra hoje à noite ele terminou de me contar tudo o que ele sabia sobre ela. Eu fiquei impressionado com as revelações do meu pai, ela era tão... Intrigante, mais do que eu havia pensado.


sábado, 10 de dezembro de 2011

Capítulo 5 – O lago





Eu acordei tarde, eram umas onze horas, foi uma noite longa, eu quase não consegui dormir. Quando ia sair do quarto a Selena apareceu, com um enorme sorriso no rosto.

_Bom dia dorminhoca_ ela entrou no quarto e se jogou na minha cama.
_Bom dia Maluquinha_ eu sentei ao lado dela.
_Eu tenho uma idéia que vai animar você.
_E o que seria?
_Um passeio, eu você e o Nick_ ela sorriu largamente.
_Pra onde?
_Pro lago, você adora nadar lá, vamos vai ser divertido, só nós três.
_Eu não sei se...
_A Demi, não seja estraga prazeres, olha pelo lado bom, agora que o trabalho ta feito você não vai precisar vê-lo nunca mais_ ela tentou me animar.

Mas seu comentário teve o efeito oposto ao esperado. Ao invés de sentir alivio, senti uma agonia sem explicação em meu peito ao pensar que nunca mais veria ele.

_Então?_ ela perguntou quando eu não disse nada.
_Ta bem, vai ser bom.
_Ótimo, estou te esperando lá fora_ ela sorriu e sumiu pela porta.

Eu respirei fundo, me faria bem um dia longe de tudo, só eu meus amigos e a natureza. Então fui me encontrar com eles, estavam me esperando no portão. Nós apostamos corrida até o lago, a Selena ganhou por um segundo de diferença, convencida como ela só não perdeu a chance de me zoar, ninguém nunca ganha nada de mim, corridas, lutas, eu sempre ganho. Mas hoje não era um bom dia.




_Meninas vocês se importam se eu deixá-las sozinha um pouco?
_Aonde você vai?_ eu perguntei.
_Caçar_ ele explicou_ já faz um tempinho desde a ultima vez, seu pai ta pegando pesado no trabalho.
_É a cara do meu pai, pode ir_ eu sorri.
_Valeu.
Ele sorriu, deu um selinho na Selena e desapareceu. Ela suspirou.
_O que foi?_ eu perguntei preocupada com sua cara de tristeza.
_É que já faz um tempo que eu e o Nick não ficamos juntos sabe? É trabalho o tempo inteiro, seu pai não larga do pé dele um minuto_ ela reclamou.
_Ele é o braço direito do meu pai Selena.
_Eu sei, mas... Eu sinto falta dele sabe?
Eu considerei isso por um minuto_ Vai.
_Como?
_Vai ficar com ele.
_Mas eu te trouxe aqui pra te fazer companhia e...
_Eu vou ficar bem Sel, eu preciso mesmo ficar sozinha.
_Jura que você não fica chateada?
_Claro que não, vai lá e me conte tudo depois_ eu sorri encorajando ela.
_Você é o máximo amiga_ ela me abraçou e desapareceu.

Não foi bem isso que eu imaginei, ficar sozinha não ia me ajudar na tarefa de esquecer os problemas, mas talvez não fosse tão ruim assim, e pelo menos a Sel estria feliz. Eu tirei a roupa, a deixei no canto perto da água e então mergulhei. A água estava morna, me ajudaria a relaxar, me acalmar, ficar tranqüila e esquecer da vida.
Narrado pelo Joe

Eu consegui driblar o meu pai e fugir de casa por pelo menos um dia, seria bom poder respirar, sem precisar pensar em trabalho, contei somente ao Kevin onde me encontrar. Eu andei calmamente, sem me transformar, apenas apreciando a paisagem, até que cheguei aonde queria, o lago, um lugar aonde eu sempre vou quando quero ficar sozinho. Tirei minha blusa e quando olhei pra baixo vi algumas roupas jogadas ali, me abaixei e peguei... Eram roupas de mulher.

_Será que da pra largar minhas roupas?_ a voz suave, musical veio da água.

Eu me virei na direção do som. Ela estava mergulhada na água cristalina até os ombros, me encarando com seus lindos e sinistros olhos. Parecia perseguição ou coisa do destino, eu não sei bem, mas senti algo estranho ao olhá-la, com seu sorriso malicioso no rosto... Ela me encantou mais uma vez.

_O que você ta fazendo aqui?_ foi à única coisa que eu consegui pensar.
_Nadando_ ela rolou os olhos_ será que da pra soltar minhas roupas? Elas vão ficar fedendo a cachorro.
_Foi mal_ eu soltei as roupas.
_O que você faz aqui? Você ta em todo lugar que eu vou_ ela reclamou.
_Eu sempre venho nadar aqui, a culpa não é minha se em todo lugar que eu vou você aparece_ eu rebati.
_Ta certo, você pode nadar, afinal de contas o lugar é público.
_Mas se eu entrar você vai sair_ não foi uma pergunta.
_Eu não tenho costume de nadar com cachorros_ ela sorriu convencida.
_É, não parece uma boa idéia nadar com uma sanguessuga_ eu sorri de volta.
_Não se preocupa, eu já estava mesmo de saída.
Ela me encarou por um segundo e então abriu um largo sorriso. Qual era a graça?
_Posso saber qual a graça?_ eu perguntei sem entender.

Mas ela não respondeu a minha pergunta, ela se levantou devagar, estava completamente nua e com um sorriso malicioso no rosto. Agora eu entendi qual a graça. Ela saiu da água e andou calmamente na minha direção, parou na minha frente só uns centímetros de distancia de mim.

_Aproveite o banho, a água está bem quente, perfeita_ ela disse.

Ela se aproximou mais um pouco, eu senti seu corpo frio encostar em mim, meu coração disparou. Ela encostou sua boca em meu ouvido...

_Vira-lata.

Então ela se afastou, sorriu mais uma vez e com um movimento rápido, quase invisível ela pegou suas roupas no chão e desapareceu. Eu senti o calor queimar minha pele e meu coração bater desesperadamente, então eu me joguei com tudo dentro da água pra tentar me acalmar.

Narrado pela Demi

Eu parei no meio das árvores pra vestir minhas roupas e vi quando ele se jogou com tudo dentro do lago, com essa eu tive que rir.

_Você não presta_ eu me virei e a Sel estava atrás de mim, com os braços cruzados e um olhar desaprovador.
_Você viu?
_Você enlouqueceu Demi? Como você fez uma coisa dessas?
_Ah fala serio, foi engraçado, você viu a cara dele?_ eu ri.
_Como você conseguiu chegar tão perto? Eu achei que...
_Selena, eu to morrendo de vontade de correr naquela direção e voar no pescoço dele, mais eu não vou fazer isso, eu não vou machucar mais ninguém. Nem mesmo o vira-lata.
_Mais e se você...
_Mas nada Sel, eu não ia perder a oportunidade de zoar com a cara dele. Você viu a expressão de idiota na cara dele? Impagável_ eu cai na gargalhada.
_É foi engraçado, eu tenho que admitir_ ela riu também.
_Então vamos né? Eu tenho um ótimo autocontrole mais é bom não abusar.
_Ta, vamos sua maluquinha.

Nós corremos mais um pouco até encontrarmos o Nick, ele estava vindo atrás de nós.

_Já vão embora?_ ele perguntou.
_Nós já nos divertimos bastante, chega por hoje_ eu falei.
_Por que esse sorriso bobo em Demi? O que aconteceu?
_Nada_ eu e a Sel dissemos ao mesmo tempo.
_Vocês tão me escondendo alguma coisa. O que é?_ ele insistiu.
_Vamos pra casa né?

A Sel pegou a mão dele e começou a puxá-lo, então nós voltamos pra casa.
Narrado pelo Joe

Depois de um bom banho na água quente do lago eu resolvi ir embora, já tive emoções suficientes pra um único dia. Quando cheguei em casa o Kevin arregalou os olhos ao me ver todo encharcado e descabelado.

_O que houve com você?_ ele se espantou.
_Eu fui nadar esqueceu?
_De roupa? Isso tudo por preguiça?_ ele zombou.
_Não torra Kevin, é uma longa historia.
_Eu tenho tempo_ ele sorriu.
_Mas eu não, vou trocar essa roupa.
_Hei, não vai me contar por que esse sorriso de idiota na sua cara? Viu passarinho verde?
_Não passou nem perto_ eu brinquei.
_O que foi então?
_Foi algo bem melhor que um passarinho verde_ eu disse.

Só depois de falar eu percebi a besteira que estava dizendo, o Kevin analisou minha expressão, se ele soubesse o que aconteceu ia me zoar pro resto da vida.

_O que pode ser melhor que um passarinho verde?_ ele parecia pensativo.
_Você é idiota assim mesmo ou só se faz?
_Eu não sou idiota, você que é muito esquisito_ ele fez careta.
_Que seja... Eu to indo.

Então sai de lá antes que falasse mais alguma besteira.

Capítulo 4 – Michael Payne

Era noite, eu estava sentada no quintal olhando as estrelas quando o Nick apareceu com uma expressão meio preocupada... Minha paz estava prestes a acabar.


_Marcus quer te ver_ ele disse.
_O que ele quer?_ eu perguntei preocupada com a expressão em seu rosto.
_Vem comigo e veja você mesma_ ele pediu.
Eu poderia entrar na mente dele e descobrir qual era o problema, mas eu sabia que não ia gostar de saber seja lá o que for que estava preocupando ele.
_Ta bem_ eu levantei.


Nós corremos até o escritório do meu pai e eu parei antes que ele abrisse a porta.


_Ele ta ai não ta?_ eu perguntei.
_Você o viu?
_Não, mais eu posso sentir o cheiro a distancia_ eu afirmei.
_Você consegue_ ele encorajou.
_Eu sei que sim_ eu respirei uma ultima vez e prendi a respiração.
Engoli minha covardia e entrei na sala.
Narrado pelo Joe


Nós estávamos esperando, Marcus se recusou a acertar qualquer detalhe que fosse antes que sua filha chegasse. Eu estava estranhamente impaciente e curioso. Qual o motivo de tudo isso? Por que não acabar logo com essa agonia? Pra que tanto segredo? Eu tinha uma enorme vontade de sair correndo dali, tudo era desagradável, estava me sufocando. Então a porta abriu, o Nick e ela entraram e pararam cada um de um lado do Marcus. Ela me encarou.


_Mandou me chamar?_ ela perguntou.
_Sim querida, preciso que me faça um favor_ ele disse.


Ela estava tão encantadora como na noite passada, usando seu short, sua bota e uma regata azul escura. Seus cabelos estavam soltos, jogados pelos ombros e ela também usava luvas.


_Que favor?
_Lembra do acordo que mencionei?
_Lembro_ ela afirmou.
_E você lembra da cobrança que eu mandei você fazer ontem?
_Michael Payne.
_Exatamente, o acordo foi que metade do dinheiro seria dos cavalheiros ali_ ele apontou pra nós.
_E o que o senhor quer que eu faça?
_Eu quero que você termine o que começou ontem.
_Tudo bem, eu trago o dinheiro.
_Mas tem um porém_ ele disse.
_O que foi?
_Eu quero supervisionar a operação_ meu pai respondeu.
_Você quer ir junto?_ ela ergueu a sobrancelha.
_Não, mais vou enviar um dos meus... Eu não confio em você_ ele afirmou.
_Parece justo_ ela concordou.
_Você não se incomoda?_ Marcus perguntou.
_Contanto que não me atrapalhe... Eu não vou parar pra esperar ninguém_ ela disse.
_Não se preocupe_ meu pai sorriu_ Nós também temos nossos truques.
_Ótimo_ ela sorriu de volta.
_Então quem vai ser?_ Marcus perguntou.
_Meu filho Joe.
_Como é?_ Nós dois perguntamos ao mesmo tempo.
_Você ta brincando né?_ Marcus perguntou.
_Não, meu filho é o único em quem eu confio pra esse trabalho_ ele afirmou.
_Pai talvez... _ eu tentei argumentar mais ele não deixou.
_Quieto Joe, é você e ponto. É o acordo, eu escolho quem eu quizer.
_Você não sabe o que esta fazendo_ Marcus disse zangado.
_Meu filho sabe se cuidar.
_Eu não estou preocupado com seu filho, a vida dele não me importa assim como a de minha filha também não vale nada pra você, eu só não quero que ela sinta dor_ ele cuspiu as palavras.
_Tudo bem_ ela interveio antes que uma briga começasse_ eu faço, ta tudo bem.
_Filha...
_Fui eu que comecei, e eu vou terminar_ ela garantiu_ Não vai ser ele que vai me impedir de fazer meu trabalho.
_Você tem certeza?


Ela afirmou com a cabeça então andou na nossa direção e parou entre mim e o meu pai. Ela virou o rosto pra ele.


_Eu não vou te dar esse gostinho_ ela disse_ Vou provar que você esta errado.
_Veremos_ ele disse.
_Espera pra ver_ ela falou e saiu da sala.


Eu a segui pra fora do escritório, do lado de fora estava a vampira que conversava com ela ontem, ela tinha uma enorme capa e um pacote na mão.


_Boa sorte amiga_ ela deu a capa pra ela.
_Hora de fazer o caloteiro pagar_ ela pegou a capa e colocou.
_Você vai ficar bem?_ ela lançou um rápido olhar na minha direção.
_Eu vou sobreviver_ ela pegou o pacote e continuou andando.


Ela não parou até estarmos do lado de fora, ela se virou e falou comigo pela primeira vez.


_Você consegue me acompanhar?
_Claro, só preciso de um minuto_ eu garanti.
Narrado pela Demi


Ele se enfiou entre as árvores e desapareceu, uns segundos depois eu ouvi um som vindo daquela direção e então ele estava de volta, porém transformado. Era um lobo enorme, com os pelos de um marrom bem escuro, seus olhos negros me encararam.


_Legal_ eu sorri e ele uivou pra mim.


Então eu comecei a correr, o vento batendo no meu rosto ajudou a me acalmar. Ele corria muito rápido, quase tão rápido quanto eu. Eu não o vi, mais podia ouvir o som leve dos seus passos atrás de mim. Eles estavam brincando comigo, testando meu autocontrole e eu não tinha certeza se era tão bom assim, eu não sabia se queria resistir, não sabia se valia à pena toda essa agonia que eu sentia. Eu espantei os pensamentos da minha cabeça, eu precisava me concentrar na missão, quanto mais rápido eu fizesse isso, mais rápido eu poderia ir pra casa e ficar longe do seu delicioso cheiro. Eu parei quando chegamos perto da loja, ainda no meio das arvores, ele apareceu um pouco depois, na sua forma humana, ajeitando os cabelos bagunçados.


Narrado pelo Joe


_Você corre bem rápido_ eu disse.
Ela tacou o pacote que levava com ela na minha mão_ Veste isso.
_Pra que?
_Você não vai entrar lá vestido desse jeito.
_Desculpa se eu não sou tão chique quanto você_ eu zombei.
_Veste logo_ ela ordenou impaciente.
_Ta, não precisa estressar.


Eu abri o pacote, tinha uma capa preta enorme igual a que ela estava usando, eu vesti.


_Satisfeita?
_Esta melhor.
_Não faz o meu estilo, mais... Pelo menos estamos combinando_ eu brinquei.
_Isso não é uma coisa pra se comemorar_ ela disse áspera.
_Tem razão, por que eu ia querer parecer com uma sanguessuga?_ eu disse irritado pela sua grosseria.
_É, porque você gostaria de ser um monstro nojento? Nem eu gosto de ser assim_ ela falou, sua voz estava entristecida.
Por essa eu não esperava, porque ela diria algo assim? Eu fiquei sem saber o que dizer, o que pensar, sua resposta me pegou de surpresa. Bom, mais isso não importava, ela era uma sanguessuga como todos os outros... Um monstro... Um monstro encantador... Mais um monstro.


_Anda, não temos a noite toda_ ela disse interrompendo meus pensamentos.
_Vamos_ eu concordei.


Ela colocou o capuz e eu fiz o mesmo. Nós andamos pela rua vazia e silenciosa até a loja de Michael Payne, a porta era de vidro e ele estava parado de frente pra nós com a cabeça baixa, fechando a loja. Ela bateu na porta.


_Estamos fechados_ ele disse sem olhar pra cima.
Ela bateu de novo.
_Eu já disse que estamos... _ ele parou de falar quando nos viu_ Fe... Chados.


Ele foi se afastando da porta sem tirar os olhos de nós, ele ficou assustado ao ver duas figuras de preto paradas em sua porta. “Estamos fechados” ele repetiu. Ela perdeu a paciência e deu um chute com força na porta, fazendo o vidro se quebrar. Nós entramos pelo buraco que ficou.


_Vão embora_ ele gritou.
_Depois que você pagar o que deve_ ela disse.
_Eu não sei do que você ta falando_ ele gaguejou.
Ela abaixou o capuz e ele quase teve um troço ao olhar nos olhos dela_ Olha aqui, eu não to pra brincadeira, paga logo o que você deve e nós vamos embora.
Eu abaixei o capuz também_ É melhor fazer o que ela manda.
_Você não é um deles_ ele disse ao notar a diferença entre nós dois_ Quem é você?
_Ele é meu cãozinho de estimação_ ela sorriu_ e se você não obedecer eu solto ele em cima de você.
_Não importa quem eu sou_ eu ignorei a piadinha dela_ mais eu não sou tão amigável quanto pareço. Então paga logo antes que eu perca a paciência.
_Tudo bem_ ele disse.
Ele deu a volta na mesa e deu as costas pra nós, pegando alguma coisa dentro de uma gaveta. Ele se virou com um movimento rápido e tacou alguma coisa na direção dela. Quando eu olhei, ela estava segurando uma faca na mão pela lamina que estava a apenas alguns centímetros de seu rosto.


_Essa era minha luva favorita_ ela disse observando o corte na luva.
_Meu Deus_ ele arregalou os olhos.


Ele foi chegando pra trás até parar na parede, não tinha pra onde correr. Ela pegou a faca pela ponta e tacou de volta, ela ficou presa na parede, um centímetro de distancia do rosto dele.


_Eu to perdendo a paciência_ ela falou_ da próxima vez eu taco pra matar.
_Tudo bem, tudo bem, eu pago_ ele implorou_ não me machuca.
_Anda logo_ ela ordenou.


Ele pegou uma maleta e colocou sobre a mesa.


_Ta tudo ai_ ele afirmou.
_É melhor conferir_ eu disse_ não confio nele.
_Ta tudo aqui_ ela disse.
_Como você sabe?_ eu perguntei curioso.
_Eu sou mais confiável que sua matemática, acredite_ ela pegou a maleta_ agora vamos.


Nós saímos da loja e paramos no meio das árvores. Ela se virou pra mim.
_Anda, se transforma pra gente poder ir_ ela mandou.
_Você não vai me dizer como tem tanta certeza que esse dinheiro ta certo?
_Eu não te devo satisfações, agora anda logo_ sua voz estava áspera, fria como gelo.
_Olha eu sei que nós não somos os melhores amigos do mundo, nem nascemos pra nos dar bem, mais você não precisa ser tão ignorante, eu tenho direito de saber_ eu acusei.
_Olha aqui vira-lata, o meu problema com você não é por você ser um lobisomem, eu nem sei o motivo da briga entre nossas famílias.
_Então por quê?
_Por que eu quero ir pra minha casa logo e ficar o mais longe possível de você e do seu cheiro insuportavelmente tentador_ ela disse rapidamente_ por que assim é melhor, e por que eu não quero te matar. Agora será que nós podemos ir?
_Claro_ eu tirei a capa e entreguei a ela.

Me transformei e nós corremos de volta a fortaleza dos vampiros. Quando chegamos estavam todos parados no lugar onde deixamos, um silencio mortal.

_Aqui esta_ ela pôs a maleta na mesa.
_Perfeito, obrigada filha_ ele agradeceu.
_Eu posso ir?_ ela pediu.
_Claro.

Ela se virou e saiu da sala sem me olhar. Marcus dividiu o dinheiro e entregou a metade ao meu pai. Então nós fomos embora pra casa.



Próximo capitulo ....

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Capítulo 3 – Anjo

Ela retirou o capuz que escondia seu rosto e deixou a enorme capa que cobria seu corpo cair no chão. Eu não havia reparado antes... Ela era incrivelmente linda... Parecia um anjo... Estava usando um short e uma bota cano longo, sua blusa era de manga comprida, como um casaquinho, colada no corpo e curta deixando sua barriga de fora, tinha um discreto decote, ela usava luvas nas duas mãos, tudo isso na cor preta. Era um contraste interessante com a cor pálida de sua pele. Seus cabelos eram negros, lisos, um pouco abaixo dos ombros, ela usava uma franja de lado, levemente jogada sobre um de seus olhos. Mais não foram seus lindos cabelos, suas roupas ou mesmo sua forma sem defeitos que mais me chamou atenção... Foram os olhos. Seus olhos não eram como nada que eu já tinha visto, eles não tinham a bola preta central como os olhos dos humanos ou mesmo dos outros vampiros, eles eram completamente de uma cor prata quase transparente, o que a deixava ainda mais sinistra.

_Foi ela que você viu?_ meu pai perguntou, eu não olhei em seu rosto mais pelo seu tom de voz eu poderia presumir que ele queria ouvir um não.
_Foi_ eu concordei sem conseguir tirar os olhos de sua beleza sobrenatural.
_Droga Marcus, como foi que...
_Eu disse que foi um acidente_ ele interrompeu rapidamente a pergunta do meu pai.
_Pai me deixa explicar?_ ela pediu, sua voz suave, musical me encantou ainda mais.
_Não, eu resolvo. Paul podemos conversar no meu escritório?
_Claro_ meu pai concordou_ Kevin, Josh, vem comigo, os outros esperem aqui.
_Ta bem_ eu concordei sem discutir.
_Daiana, Nick venham comigo_ Marcus ordenou.



Ele se levantou da poltrona e acompanhou meu pai e os outros até seu escritório.
Eu simplesmente parecia não ser capaz de tirar meus olhos dos dela, seu olhar intenso e cheio de emoções prendeu o meu... Curiosidade... Tristeza... Raiva... Desejo... Tudo ao mesmo tempo, eu não consegui evitar. Era estranho, eu daria qualquer coisa pra saber o que ela estava pensando.

No escritório

_O que foi que aconteceu? Você cansou de me dizer que ela era a sua melhor... Ela sempre se controlou tão bem_ Paul perguntou preocupado.
_O seu filho, foi isso que aconteceu_ Marcus explicou.
_Eu não...
_Deixe-me explicar... _Ele explicou cuidadosamente tudo que houve.
_Olha eu até entendo, mais você quebrou nosso trato e alguém vai ter que pagar.
_Eu já lhe fiz muitos favores Paul, livrando a cara dos seus vira-latas quando eles cometiam erros.
_É diferente_ Paul argumentou.
_Diferente por quê? Porque não foi um vampiro que morreu? Eu sei que você não da à mínima pra vida da minha família, mas você não vai encostar um dedo na minha filha_ ele disse exaltado.
_E o que eu devo fazer? Ir pra casa e dizer a todos que não fiz nada por medo? Por que ela era filha do chefão? Eles não vão mais me respeitar_ ele rebateu.
_Se só isso é suficiente pra acabar com a confiança e o respeito que eles têm por você não é problema meu_ ele sorriu ironicamente_ Mais você não vai matar ninguém.
_E onde fica a justiça nessa historia toda? E o inocente que morreu?

_Ele não era nenhum inocente, não vai fazer falta pra sociedade e pode não parecer mais eu também não estou contente com essa historia. A vida humana vale tanto pra você quanto pra mim.
_Ha_ ele fez careta_ vai me enganar que você se importa se eles vivem ou morrem? Vocês nojentos nasceram pra matar...
_Infelizmente eu não posso mudar a minha natureza ou de minha família, mais os meus valores são os mesmos que os seus e em todos esses anos eu nunca quebrei nosso trato. Então você deveria dar um pouco mais de credito.
_E como nós ficamos?
_Porque não fazemos um acordo?_ Daiana sugeriu.
_Acordo?_ os dois perguntaram ao mesmo tempo.
_Nós temos um pagamento pra receber, podemos dividir o valor_ ela explicou.
_É uma boa idéia, evita que comecemos uma guerra por um motivo desnecessário_ o Nick falou.
_O que você acha?_ Marcus perguntou.
_Tudo bem_ ele aceitou mesmo sem vontade_ só porque eu não quero começar algo maior, mais que essa seja a ultima vez ouviu?
_Ok.

Narrado pela Demi

O mundo parecia ter virado de cabeça pra baixo em uma única noite, nada parecia estar no lugar certo e eu era a culpada. Eu tentei me concentrar, tentei fingir que nada acontecia mais o jeito como ele me olhava não estava ajudando. Eu não respirei por nenhum minuto desde que entrei na sala, mais nem isso parecia ser suficiente pra acabar com o desejo que eu sentia apenas ao vê-lo, eu podia lembrar do cheiro. Seus olhos negros estavam me encarando curiosos, ele parecia querer desvendar meus pensamentos, eu gostaria de saber também o que ele pensava mais não era boa idéia, eu sabia, ele achava que eu era um monstro como todos os outros e então eu me controlei, fazendo o máximo possível pra não usar minhas habilidades e descobrir, só iria piorar as coisas. A Selena entrou no salão e parou ao meu lado, ele observou cauteloso.

_Você ta bem?_ ela perguntou baixinho, só pra que eu ouvisse.
_Não_ eu respondi no mesmo tom_ mais vou ficar quando ele for embora.
_Você consegue, vai dar tudo certo_ ela tentou me confortar.
_Eu sei_ eu respondi.

Ela continuou a conversar comigo pra me distrair, mais em momento algum eu consegui olhá-la, meus olhos estavam presos aos dele. Isso me intrigava, ele não desviou o olhar nenhum segundo se quer, ele não parecia se incomodar, os outros, tanto as pessoas como meus familiares costumavam ficar intimidados devido ao fato de meus olhos serem diferentes... Sinistros... Eles não conseguiam me encarar muito tempo, os intimidava. Mais ele não... Por quê? Eu ia ficar louca, eu queria sair correndo e desaparecer... Eu queria saber o que ele pensava... Eu queria o sangue dele... Eu não queria ser um monstro tudo ao mesmo tempo, eu não sabia o que fazer... Cada segundo era um completo inferno. Então pra minha sorte, meu pai e os outros voltaram do escritório.

_Amanha então_ Paul disse.
_Amanhã_ meu pai concordou.

Eles se viraram e saíram do salão calmamente... Ele se virou pra me olhar mais uma vez e então sumiu pela porta, eu respirei novamente, sentindo um grande alivio por finalmente estar livre do cheiro.

_O que tem amanha?_ eu perguntei.
_Nós fizemos um acordo pra que ele abrisse mão de te matar.
_Que acordo?
_Amanhã você vai saber_ ele foi andando pra fora do salão.
_Mas...
_Amanhã Demi, amanhã_ ele repetiu antes de sumir.

Narrado pelo Joe

_O que aconteceu com o... Vamos queimar a desgraçada?_ eu perguntei.
_Nós fizemos um acordo_ ele disse simplesmente.
_Acordo com os...
_Eu não podia simplesmente chegar lá e matar ela Joe, íamos começar uma guerra, ela é filha do maioral... Ia nos trazer muitos problemas.
_E que acordo é esse?
_Amanhã você vai saber.
_Só isso que o senhor diz?
_Você é muito impaciente Joe... Sabe, eu fiquei surpreso ao ver que foi ela que matou o cara.
_Por quê?_ eu perguntei sem entender o comentário_ ela é uma vampira.
_É que ela sempre foi tão controlada, melhor até que o próprio pai.
_Você fala como se a conhecesse.
_E conheço, há muitos anos, ela não é como os outros. Sempre falou comigo com educação, nunca saiu do serio e sempre trabalhou mito bem.
_Então você não a odeia como os outros?
_Não foi o que eu disse_ ele me encarou_ ela pode ser diferente dos outros, mais ainda é um deles... Um monstro.
Eu virei o rosto e fiz careta.
_O que?_ meu pai perguntou.
_É estranho ouvir alguém chamar uma criatura tão linda de monstro_ eu expliquei.
_Não se engane Joe... Ela pode ser linda, sedutora, sensual, misteriosa, intrigante e é também fatal. Um descuido e_ ele fez um gesto com a mão no pescoço_ você estará morto...
_Eu sei disso_ eu o interrompi_ foi só um comentário.
_Cuidado com seus pensamentos filho, não se engane_ ele repetiu.

Ele me encarou mais um minuto e então saiu me deixando sozinho. Um minuto depois o Kevin apareceu pra me torrar a paciência.

_E ai?_ ele sentou na minha frente.
_Você sabe que acordo é esse?
_É eu sei sim, foi bem melhor que uma guerra com os sanguessugas_ ele sorriu.
_E o que é?
_Não posso te contar, papai me proibiu.
_A qual é? Por que eu sou sempre o ultimo a saber das coisas?
_Eu contaria mais se eu falar, além de levar uma bronca daquelas e ser punido com certeza meu pai usou um argumento muito bom.
_Que argumento?
_Ele disse que se eu contasse teria que passar a fazer a ronda noturna e você sabe que isso não vai rolar_ ele fez careta.
_Você é um desgraçado_ eu acusei.
_Foi mal maninho_ ele levantou_ é á vida, cada um luta por sua sobrevivência nessa selva.
_Bla... Bla... Bla... _ eu zombei_ você vai me pagar por isso... Maninho.
_Vem com tudo cachorrão_ ele fez um gesto com a mão.
_Espera pra ver.

Narrado pela Demi

Eu não consegui dormir direito à noite, a lembrança daquele homem caído no chão sem vida me atormentou o resto da noite. No dia seguinte eu fiz de tudo pra descobrir que acordo foi esse que meu pai fez com os vira-latas mas ninguém quis me contar. E ainda tive que aturar as provocações da Taylor, foi por muito pouco que eu não perdi a cabeça e voei em cima dela, minha irmãzinha era uma cobra venenosa.

_Ele não confia mais em mim_ eu disse triste.
_Não é verdade_ o Nick discordou_ ele só esta esperando o momento certo pra te contar.
_Ele nunca foi disso_ eu lembrei ele.
_Acredita em mim, eu sei sobre o que é o acordo e não tem nada haver, ele confia em você sim.
_Por que você não me conta?
_Você sabe que eu não posso.
_Demi fica calma, vai dar tudo certo_ a Sel tentou me acalmar.
_Inferno, maldita hora que eu esbarrei naquele vira-lata nojento_ eu disse com raiva.
_Eu não entendo_ ela sacudiu a cabeça_ como você pode achar o cheiro de um vira-lata tão bom? Ele fede, todos eles fedem.
_Eu gostaria de dizer o mesmo mais infelizmente não posso.
_É diferente pra cada um de nós, nós achamos ruim, ela acha bom, faz parte_ Ele explicou.
_Eu sei disso_ ela falou_ Mesmo assim é estranho.
_Muito obrigada, ta ajudando muito Sel_ eu reclamei.
_Desculpa_ ela pediu.

Eu também não entendia, era absurdo que um vira-lata como ele cheirasse tão absurdamente bem, justo pra mim. Eu devo ter jogado pedra na cruz ou algo do tipo, ou simplesmente estou pagando o preço por ser essa criatura horrível que eu sou. Talvez eu merecesse essa agonia, talvez não... Eu merecia.





obg pelos coment's (y'

Capítulo 2 – O trato



Eu fazia a ronda na cidade como de costume, todas as noites a mesma chatice. Meu pai me pagaria algum dia por me obrigar a isso, e o Kevin também, por incentivar... Até que tudo parecia calmo, pra uma noite como essa! Geralmente a rua ficava cheia de pessoas, bêbados imbecis e crianças que não tem o que fazer. Mais assim era melhor, eu poderia voltar pra casa mais rápido. Então algo esbarrou em mim... Uma mulher, saída do nada, ela me encarou por um segundo com ódio transparecendo em sua face. Então desapareceu... Eu olhei pros lados confuso, então ouvi um grito agonizante vindo da noite escura... Eu corri na direção do som e vi um homem jogado no chão, ele estava morto. Então eu resolvi que chamar o meu pai era o melhor, ele saberia o que fazer.

_Vampiro_ ele afirmou depois de uma rápida analisada no copo do homem.
_Vampiros? Tem certeza?_ eu perguntei intrigado.
_Ta vendo a marca no pescoço? Dentes de vampiro.
_Vampiro não_ eu discordei_ vampira.
_Você a viu?
_Ela esbarrou em mim e depois sumiu como um fantasma.
_Se você a visse de novo acha que reconheceria?_ ele perguntou parecendo mais animado.
_Sim, eu nunca ia esquecer aquele rosto.
_Ótimo, vamos fazer uma visita às sanguessugas hoje, vamos mostrar aquelas criaturas desprezíveis que com os lobisomens não se brinca.
_Se eles são assim tão desprezíveis então porque fazemos negócios com eles?
_Pelo dinheiro Joe, tem pessoas que preferem à proteção deles a nossa, e tem outras que preferem favores de nós dois, não pergunte por que, mais é um negocio lucrativo.

_Porque pessoas precisariam da proteção de um bando de monstros?
_Nós não somos monstros Joe...
_Claro que não, nós somos a evolução, o futuro_ eu ironizei as antigas palavras dele.
_Depois nós discutimos sobre como você se odeia, agora não é hora pra isso, nós temos um assunto pra resolver.
_Ta bem, o que nós vamos fazer na casa dos sanguessugas?
_Vamos queimar a desgraçada que fez isso_ ele sorriu_ eles quebraram nosso trato, agora vão ter que pagar. Vai ser um show incrível, você vai adorar.
_Queimar? Isso é mesmo necessário? Quer dizer...
_Filho, uma vez você me perguntou por que eu acho os vampiros desprezíveis, os odeio tanto e como eles são. Bom ta ai o porque_ ele apontou pro defunto_ e você vai saber hoje como eles são e onde moram.
_Ta bem_ eu concordei_ Vamos nessa então.

Narrado pela Demi

Eu cheguei em casa desesperada, empurrei o portão com toda a força que pude ignorando a cara que os dois seguranças na porta fizeram quando me viram e corri pro meu quarto. Me ajoelhei no chão, o desespero foi tomando conta, eu não conseguia acreditar na besteira que havia feito. Não demorou muito pra que minha mãe aparecesse no quarto preocupada, ela se ajoelhou na minha frente e me abraçou.

_Demi querida o que houve?_ ela perguntou preocupada.
_Eu o matei_ foi só o que consegui dizer.
_Matou? Quem?_ ela insistiu.
_Eu o matei, eu o matei.
A Selena apareceu dentro do quarto como um furacão.
_Qual o problema dela?
_Chama o Marcus_ ela ordenou.
_Mas...
_AGORA_ ela gritou e a Selena sumiu pela porta.

Ela continuou tentando me acalmar e descobrir o que houve até que o meu pai entrou feito um louco pela porta e se abaixou ao nosso lado.

_Demi fala comigo, o que houve?
_Eu o matei.
_Ela não responde, só fica repetindo isso o tempo todo, faz alguma coisa_ minha mãe começou a se desesperar.

Ele segurou meus braços com força, me obrigando a olhá-lo nos olhos, e voltou a me perguntar o que houve. É o meu pai, eu pensei, posso confiar nele, eu forcei minha voz a sair e expliquei a ele tudo que houve, a agonia voltou quando a imagem daquele homem veio a minha mente.

_Era um lobisomem_ ele disse, sua voz estava nervosa, preocupada.
_O que?_ eu me espantei.
_Droga Demi, esse homem que você descreveu. Em quem você esbarrou... É um lobisomem, você acabou de quebrar o nosso trato, agora eles vão vir até nós e vão querer vingança.


_Eu... Eu sinto muito... Eu...
Ele percebeu meu desespero aumentar ao perceber que arrumei problemas pra família_ Ta tudo bem, até o mais forte de nós comete erros, só vá se limpar e se recompor_ ele levantou_ vamos ter visitas.
_Eles vão vir aqui?
_E é bom você estar pronta pra explicar o que houve_ ele me encarou e em seguida saiu do quarto.
_Mãe... Ele vai vir aqui?_ a agonia aumentou mais quando pensei que teria que sentir seu cheiro outra vez.
_Vai, e é bom você se controlar, ou vamos ter uma guerra aqui.
_Eu sou um monstro.
_Não querida, nós não somos monstros, pare com isso.
_Eu matei uma pessoa_ eu a olhei indignada.
_Você não queria fazer.
_Mas fiz, eu sou uma assassina, e ainda trouxe problemas pra família, eu queria sumir.
_Para com isso_ ela ordenou_ levanta desse chão, vá se limpar, se recompor e se preparar pra encarar a situação de frente. Todos cometem erros, não seria diferente com você.
_Diz isso porque é minha mãe_ eu acusei.
_Não, eu digo pois já estive em seu lugar. Ande, não temos a noite toda, se arrume.
_Ta bem.
_Ótimo_ ela se levantou e saiu do quarto, me deixando sozinha.



A Selena veio em seguida, entrou no quarto e me ajudou a me recompor enquanto eu repetia o que havia acontecido pra ela. Quando estava pronta, fui até o salão, mas meu pai não me deixou entrar, pediu que eu esperasse do lado de fora até que ele me chamasse. Todos estavam me olhando torto, principalmente minha irmãzinha, Taylor, que não me suporta e adora quando tem uma oportunidade de me esculachar, que não são muitas. Mas dessa vez o seu olhar maldoso doeu como nunca antes, desta vez ela estava certa.

Narrado pelo Joe

Depois de limparmos a sujeira no beco pra que nenhum humano visse, chamamos mais alguns lobisomens pra nos acompanhar até a fortaleza dos vampiros. Era um enorme castelo, antigo, porém muito bonito. No portão, esperando por nós haviam dois vampiros, eles nos acompanharam até um enorme salão, tinha vampiros pra todo lado, era extremamente desconfortável. Sentado em uma enorme poltrona no fundo da sala estava o que parecia ser o líder deles e parado atrás dele havia uma mulher que tinha uma mão pousada sobre o ombro dele, sua expressão era de preocupação.

_Marcus _ meu pai disse.
_Paul_ ele fez um gesto com a cabeça.
_Bom, vamos direto ao assunto. Um dos seus matou um humano, quebrou nosso trato, eu quero a cabeça dela_ meu pai deu um sorriso convencido.
_Acho que precisamos conversar primeiro, o que houve foi um acidente, um mal entendido.
_Não, eu entendi muito bem, vocês são todos uns monstros desprezíveis e eu não quero ouvir suas desculpas.
_Por favor, apenas ouça_ a mulher ao lado dele pediu com sua expressão martirizada.
Meu pai suspirou_ Tudo bem, vamos ver qual é a desculpa_ ele concordou.
_Obrigada, ela vai explicar o que houve.

Ele virou o rosto pro lado na direção de uma porta e fez um gesto com a mão, convidando alguém a entrar. Ela foi andando calmamente e parou ao lado dele, estava usando uma enorme capa preta com um capuz que cobria seu rosto.

_Explique a eles o que aconteceu filha_ Marcus ordenou.

Meu pai ergueu a sobrancelha ao ouvi-lo chamá-la de filha, como se ele já a conhecesse, soubesse quem é antes mesmo de ver seu rosto. Ele fez uma careta e sacudiu a cabeça negativamente, o problema parecia maior do que eu pensava. Ele com certeza não havia me contado toda a história, meu pai tinha esse pequeno problema, omitir detalhes que não considere de vital importância que você saiba, irritante.


Capítulo 1 – Cobrança




Eu andei calmamente até o escritório do meu pai, ele mandara me chamar. Mais um trabalho... Eu podia imaginar. Eu sou a única em quem meu pai confia pra certos assuntos e é claro que eu trabalho melhor do que qualquer um dos homens dele. Eu tenho um jeitinho especial de convencer os caloteiros a pagar suas dívidas... Nunca falha! Eu abri a porta sem bater, ele saberia que eu estava chegando... 

_Com licença_ eu entrei e parei de frente pra ele_ desculpa a demora. 
_Onde você estava?
_Com a mamãe, o senhor sabe como ela é_ eu expliquei.
_Tudo bem_ ele pegou uma pasta na gaveta e jogou sobre a mesa_ tenho um trabalho pra você.
_Quem é o caloteiro da vez?_ eu peguei a pasta.
_Michael Payne, ele tem uma loja de mecânica no lado oeste da cidade. Todas as informações que você precisa sobre ele estão na pasta.
_E quanto ele deve?
_Esse superou os outros_ ele escreveu o valor rapidamente no papel e me mostrou.
_Nossa, que favor foi esse?_ eu perguntei espantada, seja lá o que for custou caro.
_Isso não importa agora, eu preciso do dinheiro pra hoje. Pode ser?
_Tudo bem, eu vou e volto num instante_ eu afirmei.
_Obrigada querida_ ele sorriu pra mim.
_Tchau pai_ eu me despedi e sai pela porta.

Deixe-me explicar... São muito poucas as pessoas que sabem da nossa existência, nós vampiros evitamos o convívio com os humanos o máximo possível. Mas algumas pessoas nos pagam e pagam bem... Pra que nós façamos alguns favores pra elas, como proteção ou algo do tipo, e a encarregada das cobranças sou eu. Eu dei uma rápida lida na pasta enquanto ia até meu quarto, peguei minhas luvas favoritas e larguei a pasta em cima da cama, quando ia saindo dei de cara com a Selena... Ela é minha melhor amiga e fiel escudeira.

_Trabalho?_ ela perguntou.
_Michael Payne, um idiota que concerta coisas_ eu expliquei.
_Quanto o palhaço deve?
_Isso aqui_ eu mostrei o papel a ela.
_Credo, deve ter sido um favor muito bom_ ela disse espantada.
_Nós não fazemos favores ruins Selena.
_Eu sei mais por esse valor, deve ter sido algo grande, muito grande.
_Tanto faz, eu preciso ir... Fazer o idiota pagar o que deve.
_Vai lá, arrasa amiga_ ela sorriu.
_Pode deixar_ eu sorri de volta e saí.

Eu corri pela floresta escura, à noite e o silencio deixavam o lugar sinistro. Eu e os outros vampiros moramos em uma espécie de fortaleza, um castelo que nós mesmos construímos na parte mais escura da floresta, pra ficar longe dos humanos... Longe da tentação... É que nós somos diferentes dos outros, nós não matamos humanos, só nos alimentamos de animais... É nojento, mais é a melhor opção, pra segurança e uma melhor qualidade de vida pra todos... Tanto pra eles quanto pra nós.
Não demorou pra que eu chegasse à cidade, estava escuro, não havia ninguém na rua, exceto um homem parado em frente à loja do Michael Payne. Ele observava tudo atentamente, estava vigiando o lugar com certeza, eu me aproximei tranquilamente, como uma pessoa normal que não queria nada, mais aparentemente não o enganei, ele ficou extremamente alerta ao me ver, era difícil não notar a diferença entre mim e um humano.

_Boa noite_ eu sorri e mantive uma distancia segura entre nós.
_O que você quer?_ ele perguntou preocupado.
_Michael Payne. Você trabalha pra ele?
_Quem quer saber?
_Ele ta devendo uma grana pro meu pai_ eu falei_ eu vim cobrar.

Ele perdeu a cabeça ao finalmente ter certeza do que se tratava, os humanos procuravam nossa ajuda mais eram extremamente covardes. Ele puxou uma arma e apontou pra mim. Não foi uma boa idéia, eu tinha um problema com meu temperamento, era perigoso me tirar do sério.

_Eu abaixaria isso se fosse você_ eu aconselhei.
_Não, eu sei o que você é_ ele disse nervoso.
_Se sabe quem eu sou, sabe que não devia me provocar.
_Vai embora_ ele gritou.
_Depois que seu chefe me pagar eu vou.

Ele perdeu a cabeça e atirou em mim, como ele estava extremamente nervoso e tremendo não conseguiu acertar, mais continuou atirando, eu me afastei instintivamente, e corri na direção contrária, não valia a pena começar uma briga com esse pobre coitado, ele com certeza sairia perdendo. Mas ele não desistiu e veio atrás de mim, eu apertei o passo, correndo em uma velocidade com a qual ele não poderia me acompanhar. Como estava distraída esbarrei em alguma coisa, me virei pra olhar, tinha um homem parado ali me encarando meio confuso, eu respirei fundo com a surpresa e logo me arrependi... Ele tinha um cheiro incrivelmente bom, tentador demais, mais do que qualquer outro que eu já tenha visto. Eu senti o calor subir pela minha garganta, o fogo querendo me consumir... Ele arregalou os olhos assustado quando viu minha expressão de ódio, eu corri na direção contrária, pra longe do cheiro, pro lugar de onde tinha vindo e o palhaço que havia tentado me matar antes estava parado no beco, ainda a minha procura, eu não agüentei a sede que me consumia e voei no pescoço dele. O seu grito de dor foi o último som que ouvi, acabando com o silêncio da noite sombria.





Obg por comentarem meninas ;)
espero q vocês gostem(y)

[/New History - Anjo da noite (Sinopse)

Linda... Sensual... Sedutora... Intrigante... Misteriosa... Fatal



Um olhar... Foi tudo o que precisou pra me deixar louco... Um olhar e nada mais fazia sentido... Meus princípios... Meu senso de certo e errado... Minha força de vontade... 
Estava tudo acabado!
A criatura mais linda que já vi na vida... 

Ela... Uma vampira... 
Ele... Um lobisomem... 
Ela quer o sangue dele... 
Ele quer o amor dela... 

Inimigos mortais perdidamente apaixonados... 
Mentiras traiçoeiras... 
Desejos perigosos... 

Um amor fatal...


Créditos totais à Cacau !!!

Divulgação

Bom, gente eu simplesmente amei esse Blog, entrem garanto q vocês vão gostar

http://psiloveyou-niley.blogspot.com/

Aviso

Bom gente eu fiquei esse tempo sem postar ,pq eu tava tendo muitas provas,mas agora,vou voltar com uma historia que eu simplesmente me apaixonei quando li é a "Anjo da Noite"  essa é outra historia da diva Cacau.
Bom espero que gostem dessa !!! mais tarde eu posto os dois primeiros capítulos.